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MITOS E VERDADES: O QUE FAZ O ANESTESISTA?

Mitos e verdades: o que faz o anestesista?
O anestesista participa de todo o processo de uma cirurgia? É alto o índice de mortalidade por anestesia? O anestesista é médico? Essas e outras perguntas são respondidas por especialista na área.
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A anestesia é imprescindível em qualquer cirurgia e muitos outros procedimentos de saúde. Mas pouco se sabe sobre essa especialidade médica. Em geral, pensa-se que o médico anestesista apenas anestesia e pronto!

O diretor técnico e anestesista da WMC, Dr. Wanderson Carvalho esclarece o que é mito e verdade sobre a profissão, que vai muito além de administrar anestésicos. 

- O anestesista faz o paciente adormecer durante um procedimento cirúrgico.
Verdade em parte. O anestesista administra os anestésicos na dose certa para o paciente adormecer sem riscos durante as cirurgias, mas não só isso: é papel dele monitorar todos os sinais vitais do paciente, como batimentos cardíacos, respiração, pressão arterial, atividade cerebral e outras. Ele decide quais anestésicos e em que dose usar para que o paciente não sinta dor e mal-estar, sem colocar em risco a vida e as funções cognitivas (memória, atenção, linguagem, percepção e movimentos).

- O anestesista só atua durante as cirurgias.
Mito, a cirurgia é um dos momentos em que o anestesista atua, mas ele também realiza anestesias em exames de diagnóstico e até atende em consultório. Exames como tomografia, ressonância, endoscopia e todos os que podem necessitar de sedação, com a presença de um anestesista, são suas áreas de atuação.
O anestesista também é um especialista em técnicas de reanimação cardíaca e respiratória e atua como auxiliar no tratamento de dores crônicas, atendendo em consultório, inclusive para as consultas pré-anestésicas.

- O anestesista não precisa ficar durante toda a cirurgia do paciente.
Mito, o anestesista participa de todo o processo e mesmo antes e depois dele. A cada segundo de uma cirurgia, o anestesista fica atento aos batimentos cardíacos e à respiração do paciente: volume e frequência da respiração e concentração de oxigênio nos pulmões, às condições do sangue (pressão, volume circulando, Ph, oxigênio, gás carbônico), hidratação, temperatura, volume de urina e atividade do cérebro e dos músculos.

- O paciente tem contato com o anestesista durante a cirurgia.
Verdade em parte, pois o anestesista precisa acompanhar o paciente antes, durante e depois da cirurgia. A consulta pré-anestésica - avaliação pré-anestésica ou pré-anestésico - é um importante instrumento de segurança do paciente, garantido por lei em todo procedimento em que se faz necessária a presença de um anestesista.
No pré-anestésico, o médico anestesista avalia as condições clínicas do paciente, podendo solicitar exames complementares, além de lhe prestar orientação detalhada dos procedimentos antes, durante e depois da anestesia, incluindo o controle da ansiedade do paciente. Hoje há ainda a sala de recuperação pós-anestésica, onde fica um anestesista responsável por aguardar a recuperação segura e monitorizada do paciente.

- O anestesista é um profissional técnico.
O anestesista é um médico formado por faculdade de Medicina, treinado e especializado em cursos específicos, com muitas horas de aulas teóricas e práticas e, no Brasil, credenciado pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

- O anestesista é uma espécie de anjo da guarda do paciente durante uma cirurgia.
Verdade. O papel de todo médico anestesista é guardar a vida e o bem-estar do paciente durante todo o procedimento com anestesia. São os médicos responsáveis por diagnosticar e monitorar, constantemente, a situação do paciente e seus sinais vitais. E essa observação deve ser mantida até que todos os efeitos relacionados à anestesia tenham sido revertidos.

- Há muitos casos de morte por anestesia.
Não é verdade. Com o avanço da tecnologia e a especialização dos médicos anestesistas, o risco de morte em decorrência de anestesia é muito baixo. Antigamente, pouco se fazia em gestão de riscos e acompanhamento de eventos adversos, e o bem-estar do paciente também não era muito levado em conta, assim como controle da dor e de náuseas e vômitos. Tudo era feito com base em observação. Só se percebia algo errado quando o sangue escurecia ou quando o coração parava. Enquanto o cirurgião operava, um funcionário treinado, que não era médico, observava e injetava as medicações necessárias.  A principal preocupação do médico anestesista, sobre a qual incidem seus principais esforços, é a segurança e o bem-estar do paciente antes, durante e depois do procedimento.



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